Em resumo: o Palácio dos Azulejos foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) em 1981 e, desde 1996, abriga o Museu da Imagem e Som (MIS), além da coordenadoria setorial do Patrimônio Cultural e parte do Arquivo Histórico de Campinas.
Você encontra na trajetória do prédio registros claros de transformação de uso ao longo do tempo — de residências geminadas a sede de órgãos públicos e, finalmente, a equipamento cultural. Para consultar a fonte original desses fatos, veja a Fonte.
Linha do tempo
- 1878: construção de duas residências geminadas no terreno entre as ruas que hoje são Ferreira Penteado e Regente Feijó.
- 1882: Joaquim Ferreira Penteado recebe o título de Barão de Itatiba.
- 1908: o prédio, apelidado Palácio dos Azulejos por sua decoração externa, é adaptado para abrigar a Câmara Municipal, o gabinete do prefeito e o Tribunal do Júri.
- 1916: doação do edifício à municipalidade por Joaquim Ferreira Penteado.
- 1922: inauguração do fórum no palácio, durante a gestão do prefeito Raphael de Andrade.
- 1956–1959: o imóvel entra em permuta; há reação da sociedade civil contra a possível demolição e, em 1958, lei municipal autoriza a instalação de um museu histórico no prédio.
- 1967: tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
- 1970: tentativa judicial de anular o tombamento.
- 1981: tombamento pelo Condephaat.
- 1988: tombamento pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc).
- 1996: o palácio passa a abrigar o Museu da Imagem e Som (MIS), a coordenadoria setorial do Patrimônio Cultural e parte do Arquivo Histórico de Campinas.
Por que esses registros importam
O conjunto de atos — do uso público inicial, passando por doação, debates sobre demolição, leis municipais e múltiplos tombamentos — mostra a trajetória de um bem que ganhou proteção formal ao longo do século XX e foi incorporado às funções culturais da cidade. Você percebe, no próprio histórico, episódios de mobilização social (1957) e de medidas administrativas que alteraram o destino do imóvel.
O papel atual do palácio
Desde 1996, o Palácio dos Azulejos funciona como sede do MIS e abriga também setores ligados ao patrimônio e ao arquivo histórico. Esses usos constam diretamente do registro histórico fornecido pela fonte e representam a conversão do edifício em espaço de memória e pesquisa para Campinas.
Como usar esta informação
Se você pesquisa patrimônio ou planeja visitar espaços culturais da cidade, considere o Palácio dos Azulejos como exemplo de edifício com múltiplas camadas históricas: arquitetônicas, administrativas e comunitárias. Para checar os acontecimentos na íntegra, a consulta à fonte original é recomendada.
O histórico documentado do Palácio dos Azulejos evidencia tanto as transformações de uso quanto a sequência de proteções legais que moldaram o presente do edifício.






