Dário Saadi é o atual prefeito de Campinas e, em poucas palavras: você está diante de um gestor com origem em medicina, carreira longa na política municipal e um mandato que mistura expansão de serviços públicos com controvérsias públicas. Em dois mandatos consecutivos, Saadi tem priorizado saúde e geração de emprego, mas também foi protagonista de debates nacionais — especialmente em torno do programa de habitação com unidades de 15 m².
Se você quer entender quem é Dário Saadi, de onde veio, o que fez até agora e o que isso significa para Campinas, este texto traz um panorama completo, com fatos, contextos e caminhos práticos para acompanhar a gestão municipal.
Quem é Dário Saadi
Você precisa saber que Dário Jorge Giolo Saadi nasceu em 30 de maio de 1963, em Pedregulho, interior de São Paulo. Médico urologista de formação, migrou para Campinas em 1982 para cursar Medicina na PUC-Campinas. A trajetória acadêmica e profissional marcou seu perfil: técnico, ligado à saúde e com experiência em gestão hospitalar.
De acordo com Dário Saadi – Wikipédia, a enciclopédia livre, Saadi também tem origem familiar libanesa e uma história de vida que o aproximou precocemente de cargos públicos, começando por convites para gerir instituições de saúde.
Da medicina para a gestão pública
Você talvez imagine que a transição da medicina para a política seja rápida; no caso de Saadi, foi gradual. Aos 29 anos, recebeu convite para presidir o Hospital Municipal Mário Gatti (1993–1994), experiência que o colocou no terreno da administração de serviços públicos e permitiu construir uma reputação local.
Ali, aprendeu a lidar com orçamentos, equipes multidisciplinares e as tensões próprias da saúde pública — vivências que seriam retomadas quando assumiu funções executivas na prefeitura anos depois.
Trajetória política em Campinas
Você precisa conhecer os marcos da carreira política de Saadi para entender seu capital eleitoral. Ele iniciou no legislativo: foi suplente de vereador em 1995 e, em seguida, eleito vereador por quatro mandatos consecutivos. Em 2005 e 2006, presidiu a Câmara Municipal de Campinas, o que reforçou seu reconhecimento institucional.
Em 2015, assumiu a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, fortalecendo laços com a administração do então prefeito Jonas Donizette. Essas posições o prepararam para a candidatura a prefeito.
Eleição e chegada à prefeitura
Você deve saber que Dário Saadi foi eleito prefeito de Campinas em 29 de novembro de 2020. No segundo turno, conquistou 57% dos votos válidos — um resultado expressivo em uma metrópole do interior como Campinas — após obter 25,7% no primeiro turno.
Assumiu em 1º de janeiro de 2021, num momento marcado pela pandemia de covid-19, com promessas claras: reforçar a saúde pública e gerar empregos.
Como a prefeitura está organizada
Para executar políticas públicas, a gestão municipal conta com diversas secretarias e estruturas administrativas — da saúde ao urbanismo, passando por trabalho e renda, transporte e meio ambiente. Essa organização é detalhada no portal institucional do poder municipal, onde você encontra a lista das secretarias e suas atribuições.
As informações institucionais e a estrutura administrativa podem ser conferidas no site oficial do Gabinete do Prefeito, uma fonte útil caso queira checar secretarias, programas e contatos oficiais.
Prioridades de governo
Se você acompanha Campinas, percebeu que a gestão de Saadi tem enfatizado alguns eixos principais:
Saúde pública
Vindo da medicina, Saadi colocou a saúde como prioridade. Durante a pandemia, a atenção à rede municipal foi central para sua narrativa política. Investimentos em unidades básicas, gestão de hospitais e campanhas de vacinação foram alguns dos focos — com ações que visaram tanto o atendimento emergencial quanto a reorganização de estruturas hospitalares.
Geração de empregos
Em paralelo, a administração buscou medidas para estimular a retomada econômica e a geração de empregos locais, com programas de qualificação e parcerias voltadas ao setor produtivo e à inserção de mão de obra na economia formal.
Habitação social
Habitação tornou-se um ponto-chave da gestão — e também o maior foco de críticas públicas, como veremos a seguir. A política habitacional da prefeitura incluiu projetos de casas populares destinados a ocupações informais, mas o desenho dessas unidades suscitou debates sobre dignidade, viabilidade e escala de atendimento.
O programa de casas populares e a polêmica dos 15 m²
Você provavelmente ouviu falar do projeto de habitação que ofereceu unidades de 15 m² para famílias da Ocupação Mandela Vive, próxima ao Aeroporto de Viracopos. O programa, anunciado em 2023, previa a construção de 116 moradias para cerca de 450 pessoas que viviam na ocupação.
O projeto oferecia parcelas mensais aos moradores de aproximadamente R$ 132 por mês, pagas ao longo de 300 meses. Para alguns moradores e lideranças, isso representou uma alternativa diante da iminência de reintegração de posse. Para especialistas e críticos, no entanto, as unidades de 15 m² foram consideradas insuficientes do ponto de vista arquitetônico e social — críticas que ganharam repercussão nacional.
O caso teve desdobramentos públicos marcantes: vozes acadêmicas, movimentos sociais e figuras políticas de destaque criticaram a ideia, chegando a caracterizá-la como degradante. Em resposta, Saadi defendeu o projeto, descrevendo as unidades como “embriões” a serem ampliados e reafirmando que buscava uma solução imediata diante de uma ordem judicial de despejo.
Repercussão nacional e embates políticos
O projeto das casas de 15 m² levou a trocas de acusações em nível nacional. Entre os episódios mais notórios, houve críticas do presidente da República à proposta e uma resposta pública de Saadi, que afirmou que fazer algo concreto era preferível a discursos que não resultassem em soluções para as famílias.
Esse confronto expôs dois dilemas recorrentes em políticas urbanas: a urgência de abrigar pessoas em situação de risco e a necessidade de projetos que garantam qualidade de vida e dignidade a médio e longo prazo.
Gestão e comunicação política
Você que observa a política municipal sabe que a condução das mensagens públicas marca fortemente a percepção da gestão. Saadi adota uma comunicação combativa em certos temas e pragmática em outros. A articulação com diferentes partidos ao longo de sua trajetória também demonstra flexibilidade partidária: sua filiação passou por diversas legendas até chegar ao Republicanos.
Essa dinâmica influencia tanto a aprovação de projetos na Câmara quanto a capacidade de negociar recursos e parcerias, fatores decisivos para a implementação de obras e programas municipais.
Conquistas e indicadores práticos
Para avaliar uma gestão é preciso olhar para entregas concretas. Entre os pontos que costumam ser citados pela prefeitura estão reformas e ampliações em unidades de saúde, programas de capacitação para o trabalho, manutenção de serviços públicos e iniciativas de infraestrutura urbana.
Você deve acompanhar indicadores como taxa de desemprego local, tempo de espera por consultas e procedimentos, orçamento municipal executado por secretaria e avaliações independentes para formar um juízo equilibrado sobre esses resultados.
Críticas e pontos de atenção
Nenhuma administração está livre de críticas, e a de Saadi também enfrenta questionamentos relevantes.
Primeiro, a polêmica das habitações de 15 m² expôs fragilidades na formulação e legitimação de políticas sociais emergenciais. Segundo, a prática política de trocar de legenda ao longo dos anos gera debates sobre coerência ideológica e governabilidade.
Além disso, críticos apontam que algumas respostas municipais têm sido reativas — condicionadas por decisões judiciais e pressões sociais — mais do que fruto de planejamento integrado de longo prazo.
Como a sua vida em Campinas pode ser afetada
Você que mora em Campinas percebe diretamente as políticas municipais em tópicos como saúde, transporte, urbanismo e habitação. Decisões sobre infraestrutura, regularização fundiária e programas sociais impactam seu cotidiano:
- Atendimento de saúde: ampliação de serviços e estrutura hospitalar altera tempo de espera e qualidade do atendimento.
- Mobilidade urbana: mudanças em concessões e rotas afetam deslocamento diário.
- Habitação: programas sociais e reintegrações de posse mudam ocupações e podem deslocar famílias.
- Emprego e qualificação: iniciativas de trabalho podem influenciar oportunidades locais.
Como acompanhar, cobrar e participar
Se você quer transformar interesse em ação, aqui estão caminhos práticos que aumentam sua influência sobre a gestão pública municipal:
- Participe de audiências públicas e conselhos municipais relacionados à saúde, habitação, transporte e meio ambiente.
- Use canais oficiais — portais, redes sociais da prefeitura e solicitações via Ouvidoria — para acompanhar editais, licitações e programas.
- Vá às sessões da Câmara para acompanhar projetos de lei e fiscalizar vereadores que representam sua região.
- Articule-se com coletivos locais e ONGs: mobilizações organizadas tendem a gerar respostas mais consistentes do poder público.
Observação: este é o único bloco de lista detalhado do artigo, pensado para facilitar sua ação concreta.
O horizonte para os próximos anos
Você deve observar dois vetores que definirão o futuro da gestão: capacidade de investimento e articulação política. Recursos federais, parcerias com o setor privado e convênios estaduais influenciam o ritmo de obras e programas.
Além disso, a relação da prefeitura com o Judiciário e com movimentos sociais continuará a moldar soluções emergenciais — especialmente em temas como regularização fundiária e moradia popular.
O que avaliar antes de formar sua opinião
Ao avaliar a gestão de Saadi, considere um balanço ponderado entre intenção, entrega e impacto. Algumas perguntas que você pode fazer:
– As entregas anunciadas têm documentação e prazos claros?
– Os investimentos municipais estão concentrados em áreas estratégicas ou em ações pontuais?
– Como as políticas sociais estão sendo avaliadas por especialistas independentes?
Procurar respostas para essas perguntas ajuda você a distinguir entre discurso político e resultados mensuráveis.
Recursos e próximos passos
Para continuar informado, acompanhe comunicados oficiais, relatórios de gestão e veículos locais de imprensa. Se quiser fiscais e transparência, consulte o portal de transparência municipal e a página do gabinete para obter contatos diretos das secretarias.
Reflexão final
Você viu a trajetória de um prefeito que surgiu da medicina, construiu carreira legislativa e hoje enfrenta os desafios de governar uma grande cidade interiorana. A gestão de Dário Saadi combina ações práticas em saúde e emprego com debates acalorados sobre habitação e dignidade urbana.
Se há uma lição que você pode tirar: governar exige equilibrar urgência e planejamento. O desafio em Campinas é grande, e a política local — como em qualquer grande cidade — continuará a ser palco de negociações entre necessidades imediatas e projetos de longo prazo.
Se quiser um próximo passo prático, informe-se pelas vias oficiais do município, participe de canais de diálogo e acompanhe indicadores públicos para formar um entendimento crítico e fundamentado sobre a atuação do prefeito.






